Jorge Messias é indicado para o STF com perfil de 'pacificador' e relação próxima a Zanin e Mendonça
O atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, será sabatinado pelo Senado na quarta-feira (29) para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Indicado pelo presidente Lula, Messias é visto como uma figura de perfil 'pacificador' dentro da corte, com trânsito entre diferentes correntes políticas e jurídicas. Sua nomeação, se aprovada, preencherá a vaga deixada por Luís Roberto Barroso na primeira turma do STF.
Perfil e expectativas no STF
Jorge Messias é descrito por interlocutores como um ministro que buscará atuar de forma independente, votando 'de acordo com sua consciência e coerência'. Apesar disso, seu perfil garantista sugere alinhamento com decisões do ministro Gilmar Mendes. Messias não pretende se filiar a grupos internos do STF, como as alas lideradas por Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes ou por André Mendonça. Ele mantém relações próximas com dois ministros do STF: Cristiano Zanin, também indicado por Lula, e André Mendonça, nomeado por Jair Bolsonaro, a quem se refere como 'irmão de fé'.
Trajetória e tramitação da indicação
A sabatina de Messias ocorrerá na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, com relatoria do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que já apresentou parecer favorável à indicação. Caso aprovado na CCJ, o nome seguirá para votação no plenário do Senado, onde precisará de ao menos 41 votos dos 81 senadores. Historicamente, o Senado não rejeita indicações para o STF desde 1894, quando cinco nomes foram vetados durante o governo de Floriano Peixoto. A vaga a ser ocupada por Messias está aberta desde a saída de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025.