Organizadora de evento de rope jump nega responsabilidade por morte de jovem em Piracicaba
Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada como organizadora do evento de rope jump que resultou na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, negou em carta ser responsável pela atividade. Ela acusou Luis Felipe Feliciano Egoroff de coordenar os eventos e afirmou que sua participação era apenas operacional. Três instrutores já foram indiciados por homicídio com dolo eventual, e Evelyne também responde por fraude processual após excluir contas nas redes sociais.
Detalhes da carta e acusações
Em carta divulgada pela defesa, Evelyne dos Santos Gonçalves, presa sob suspeita de envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de rope jump em Piracicaba (SP), negou ser a responsável pela organização do evento. Segundo ela, Luis Felipe Feliciano Egoroff era quem coordenava as atividades, definia a estrutura e cuidava dos planejamentos. 'Minha participação era somente nas atividades que eu era chamada para trabalhar', afirmou. A defesa de Luis Felipe não se posicionou até o momento. Evelyne também é investigada por fraude processual após excluir uma conta do grupo nas redes sociais logo após a tragédia.
Indiciamentos e investigações
O primeiro inquérito policial, concluído em 22 de junho, indiciou três instrutores — Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves — por homicídio com dolo eventual, modalidade em que não há intenção direta de matar, mas assume-se o risco do resultado. Na última semana, um segundo inquérito indiciou Evelyne dos Santos Gonçalves pelos mesmos crimes, além de fraude processual. A Polícia Civil apura ainda se houve negligência na segurança do evento, que ocorreu sem o uso de cordas de segurança para a vítima.