DESI conclui mapeamento 3D do cosmos e pode reescrever teorias sobre energia escura
O Instrumento Espectroscópico de Energia Escura (DESI), instalado no telescópio Nicholas U. Mayall no Arizona, completou sua missão de cinco anos com a criação do maior mapa 3D do Universo já feito. O projeto mapeou 47 milhões de galáxias e quasares, superando as expectativas iniciais de 34 milhões, além de capturar dados de mais de 20 milhões de estrelas próximas. Os dados coletados podem indicar que a energia escura, responsável por cerca de 70% do conteúdo do Universo e pela aceleração de sua expansão, pode estar enfraquecendo, o que representaria uma revolução para a cosmologia.
DESI supera expectativas e mapeia 47 milhões de galáxias
O DESI, equipado com 5 mil sensores de fibra óptica, concluiu sua missão em 14 de abril. Inicialmente, esperava-se a observação de cerca de 34 milhões de galáxias e quasares, mas o instrumento registrou 47 milhões, um aumento de seis vezes em relação a levantamentos anteriores. Além disso, mais de 20 milhões de estrelas próximas foram catalogadas. Klaus Honscheid, cientista-chefe de operações do instrumento, declarou que o DESI superou as expectativas e que tal feito não era claro anos atrás.
Energia escura: um mistério que pode estar mudando
A energia escura, descoberta no final dos anos 1990, é um fenômeno responsável por afastar as galáxias em ritmo acelerado e representa aproximadamente 70% do conteúdo total do Universo. O modelo padrão da cosmologia, Lambda de Matéria Escura Fria (LCDM), prevê que a energia escura seja constante. No entanto, os primeiros dados do DESI já indicavam a possibilidade de enfraquecimento desse fenômeno. Se confirmado pelo mapa completo, isso poderia ser a descoberta mais significativa em cosmologia desde a própria energia escura.