STF julga recurso que pode definir permanência de Rodrigo Manga na Prefeitura de Sorocaba em maio de 2026
O Supremo Tribunal Federal (STF) analisará entre 1º e 11 de maio o recurso que pode reconduzir Rodrigo Manga (Republicanos) ao cargo de prefeito de Sorocaba (SP). Manga foi afastado por 145 dias sob suspeita de irregularidades em contratos da saúde e desvio de verbas públicas, investigados na Operação Copia e Cola da Polícia Federal. O ministro Nunes Marques é o relator do caso, que envolve decisão sobre a continuidade ou não do afastamento.
Contexto do afastamento e investigações
Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba (SP), foi afastado do cargo em 6 de novembro de 2025 durante a segunda fase da Operação Copia e Cola, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de irregularidades em contratos para a administração de duas unidades de saúde do município, além de possíveis desvios de verbas públicas. Com o afastamento temporário de 180 dias, o vice-prefeito Fernando Martins (PSD) assumiu interinamente a gestão da cidade. Manga, conhecido por sua presença ativa nas redes sociais, ficou fora da prefeitura por 145 dias até a decisão liminar do STF que permitiu seu retorno.
Tramitação judicial e decisão do STF
O recurso que pode definir a permanência de Rodrigo Manga no cargo foi inicialmente analisado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), ambos mantendo o afastamento como medida cautelar. No STF, o ministro Nunes Marques, relator do caso, concedeu uma decisão monocrática que permitiu a Manga recuperar o acesso aos edifícios oficiais e reassumir o cargo. O julgamento definitivo pela Segunda Turma do STF, composta por Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e André Mendonça, ocorrerá entre 1º e 11 de maio. A defesa de Manga argumenta que a medida cautelar representa uma intervenção excessiva na esfera política.