Produção científica global se recupera após queda na pandemia, mas Brasil ainda registra declínio de 13%
O número de publicações científicas indexadas voltou a crescer globalmente entre 2023 e 2025, com alta de 12,8%, mas o Brasil permanece 13% abaixo do volume registrado em 2021. Enquanto China e Arábia Saudita lideram o crescimento, países como Brasil e Rússia ainda enfrentam desafios na recuperação pós-pandemia.
Recuperação global e contrastes regionais
Após uma queda de 6,7% no total mundial de publicações científicas indexadas entre 2021 e 2023, o período de 2023 a 2025 registrou um crescimento de 12,8%, alcançando 3,27 milhões de publicações. No entanto, poucos países conseguiram recuperar os níveis de 2021. A China e a Arábia Saudita se destacaram com crescimento acima de 40% no período de 2021 a 2025. Outros países com desempenho positivo incluem Turquia, Índia, Chile e Coreia do Sul. Entre os BRICS, a África do Sul quase recuperou sua produção pré-pandemia, enquanto Brasil e Rússia continuam entre os mais afetados.
Brasil: Queda persistente e perda de participação global
O Brasil atingiu seu pico de produção científica em 2021, com 92.310 publicações indexadas. Em 2023, esse número caiu para 75.658, e em 2025 registrou uma leve recuperação para 80.454 publicações, ainda 13% abaixo do volume de 2021. A participação brasileira no total mundial de publicações, que chegou a 3% entre 2019 e 2021, diminuiu para 2,5% em 2025. Na América Latina, o Chile apresentou crescimento, enquanto México, Argentina e Brasil ainda enfrentam dificuldades para retornar aos patamares anteriores à pandemia.