Acre permanece entre os piores em democracia ambiental na Amazônia Legal, aponta estudo
O Acre registrou melhora na pontuação do Índice de Democracia Ambiental (IDA), mas continua entre os cinco estados com pior desempenho na Amazônia Legal, segundo levantamento do Instituto Centro de Vida (ICV) e da Transparência Internacional Brasil. O estado obteve 35,5 pontos, classificados como 'ruim', e apresentou um dos piores resultados na proteção de defensores ambientais, com apenas 2,9 pontos.
Desempenho geral e indicadores críticos
O Índice de Democracia Ambiental (IDA) avaliou 120 indicadores para medir transparência, acesso à informação, participação social, acesso à Justiça e proteção aos direitos socioambientais na União e nos nove estados da Amazônia Legal. O Acre, com 35,5 pontos, ficou na faixa 'ruim', atrás apenas de Roraima (22,8 pontos). Mato Grosso (56,7), Pará (55,3), Amazonas (43,8) e Maranhão (41,9) foram classificados como 'regulares', enquanto Tocantins (39,6), Rondônia (36,2) e Amapá (35,8) também figuraram na faixa 'ruim'. A média geral dos estados foi de 40,8 pontos.
Proteção a defensores ambientais em foco
O indicador de proteção a defensores ambientais foi o mais crítico do estudo, com média de 15,1 pontos entre os estados. O Acre registrou 2,9 pontos, superando apenas Roraima, que obteve 0,8 ponto. A pesquisa destacou que, apesar de uma leve melhora em relação ao levantamento anterior (de 2,5 para 2,9 pontos), o estado ainda enfrenta desafios significativos na garantia de segurança para ambientalistas.