PGR denuncia lobista e ex-servidores do STJ por esquema de venda de sentenças e organização criminosa
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nove investigados, incluindo um lobista e ex-servidores do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e exploração de prestígio. A denúncia, apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), é a primeira da Operação Sisamnes, que apurou um esquema de venda de sentenças entre 2019 e 2023.
Detalhes da denúncia e acusados
A PGR apresentou denúncia contra nove investigados, entre eles o lobista Andreson, Daimler Alberto de Campo (servidor afastado) e Márcio Toledo Pinto (exonerado durante as investigações). Segundo a Procuradoria, os acusados integravam uma organização criminosa que atuava na venda de decisões judiciais no STJ, violando deveres funcionais e sigilo profissional. Andreson é apontado como peça central do esquema, responsável por intermediar contatos e produzir minutas apócrifas de decisões para pressionar interessados e justificar pagamentos ilícitos. Os servidores também trocavam e-mails para facilitar as negociações.
Crimes investigados e provas
A denúncia inclui crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ativa, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional. A PGR afirma que os investigados atuavam de forma coordenada para obter vantagens financeiras e processuais, além de violar sigilos e lavar dinheiro. As provas incluem minutas falsas de decisões judiciais, trocas de e-mails e registros de pagamentos ilícitos. A Operação Sisamnes, que deu origem à denúncia, continua em andamento para apurar outros possíveis envolvidos.