Universidades argentinas entram em greve de uma semana contra cortes de verbas do governo Milei
Professores e estudantes argentinos iniciaram greve nacional até sexta-feira (29/05) em protesto contra os cortes orçamentários promovidos pelo governo de Javier Milei. A mobilização, liderada pela Confederação Nacional de Professores Universitários (Conadu), exige o cumprimento da Lei de Financiamento Universitário, vetada pelo presidente e ratificada pelo Congresso em 2025. O Supremo Tribunal Federal é a última instância para resolver o impasse.
Contexto e mobilização
A greve, convocada pela Confederação Nacional de Professores Universitários da Argentina (Conadu), começou nesta terça-feira (27/05) e se estenderá até sexta-feira (29/05). Milhares de estudantes e professores de universidades públicas nacionais se reuniram na Plaza Lavalle, em frente ao Palácio da Justiça, em Buenos Aires, para exigir que o Supremo Tribunal de Justiça decida sobre o cumprimento da Lei de Financiamento Universitário. A lei, aprovada pelo Congresso em 2024, foi vetada por Milei via Decreto nº 879/2024, mas ratificada pelo Legislativo em setembro de 2025 após intensa mobilização social.
Impacto dos cortes e reações
O veto presidencial e a recusa do governo em cumprir a lei levaram a uma crise nas universidades argentinas. Cerca de 10% dos professores abandonaram seus cargos, enquanto 70% permanecem com contratos de meio período, recebendo salários líquidos equivalentes a cerca de metade do necessário para cobrir despesas básicas. O Sindicato dos Professores da Universidade de Buenos Aires (FEDUBA) denunciou que o governo ignora a lei e se recusa a negociar coletivamente, intensificando o plano de ação com greves e protestos.