PT, PV e PCdoB pedem suspensão de perfis de personagem 'Dona Maria' criada por IA por propaganda política ilegal
Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) protocolou representação no TSE para suspender perfis de 'Dona Maria', personagem gerada por inteligência artificial que ataca o presidente Lula e partidos de esquerda. Os perfis acumulam centenas de milhares de seguidores e são acusados de disseminar desinformação e crimes contra a honra sob anonimato.
Contexto e alegações dos partidos
A Federação Brasil da Esperança, composta pelos partidos PT, PV e PCdoB, protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 22 de abril de 2026, solicitando a suspensão e indisponibilização dos perfis da personagem 'Dona Maria' nas redes sociais Instagram, TikTok, Facebook, YouTube e X (antigo Twitter). Segundo a federação, a personagem, criada por inteligência artificial, é utilizada para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pessoas de esquerda e o próprio PT, além de disseminar informações falsas e descontextualizadas. Os perfis acumulam mais de 730 mil seguidores no Instagram e 28 mil inscritos no YouTube.
Reação do criador e argumentos da defesa
Daniel Cristiano, criador dos perfis de 'Dona Maria', reagiu à ação em vídeo publicado em suas redes sociais, classificando-a como 'desespero'. A federação argumenta que, embora o perfil tenha mencionado inicialmente que 'Dona Maria' não é uma pessoa real, nas publicações subsequentes essa informação não fica clara, podendo ser interpretada como conteúdo produzido por uma pessoa verdadeira. Os partidos alegam que o perfil atua como uma ferramenta de propaganda política, favorecendo figuras alinhadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e praticando crimes contra a honra sob anonimato.
Implicações legais e impacto eleitoral
A representação destaca que o uso de personagens gerados por IA para influenciar o debate político configura uma 'clara ferramenta de propaganda política', utilizada de forma deliberada para disseminar inverdades e descontextualizações. A federação ressalta que, além de atacar adversários políticos, o perfil elogia figuras de outro espectro político, o que reforça a suspeita de manipulação eleitoral. O caso levanta questões sobre o uso de inteligência artificial em campanhas políticas e os limites do anonimato nas redes sociais.