Avós assumem criação de netos e sobrinhos nos EUA e adiam aposentadoria por dificuldades financeiras
Famílias nos Estados Unidos enfrentam desafios crescentes ao assumir a criação de netos e sobrinhos após mortes ou incapacidades dos pais. Cynthia Gonzalez, de 58 anos, relata a rotina exaustiva e o adiamento da aposentadoria para sustentar duas netas e uma sobrinha, enquanto equilibra empregos formais e cuidados domésticos. A situação reflete um padrão de sobrecarga financeira e emocional em lares multigeracionais.
Rotina exaustiva e adiamento da aposentadoria
Cynthia Gonzalez, moradora de Tucson, Arizona, trabalha como supervisora de TI para a prefeitura local e como consultora fiscal na H&R Block, com renda anual entre US$ 40 mil e US$ 50 mil. Seu marido, gerente de serviços de HVAC, contribui com valores similares. Apesar de ter se tornado elegível para aposentadoria em setembro de 2025, Gonzalez adiou os planos após assumir a criação de duas netas (de 2 e 12 anos) e uma sobrinha (16 anos). A decisão foi motivada pela morte da filha do marido em 2024, que deixou quatro filhos. Gonzalez descreve sua rotina como 'robótica' e 'ininterrupta', sem tempo para atividades pessoais. A família também adotou a sobrinha em 2021, após um período como família acolhedora.
Impacto financeiro e emocional
Gonzalez relata que a chegada das netas, especialmente a mais nova, exigiu adaptações drásticas. 'Aos 56 anos, eu estava em choque. O que eu faria com um bebê recém-nascido?', questionou. A situação se agravou com a morte da filha do marido, que enfrentava dificuldades pessoais. A família optou por manter as crianças sob seus cuidados, adotando formalmente a neta de 2 anos em 2025. O adiamento da aposentadoria reflete a necessidade de renda adicional para cobrir despesas com alimentação, educação e saúde das crianças. Gonzalez e o marido também enfrentam o desafio de equilibrar responsabilidades profissionais com as demandas domésticas, sem apoio externo significativo.