Rússia acusa União Europeia de não propor solução pacífica para guerra na Ucrânia e critica empréstimo de €90 bilhões a Kiev
Autoridades russas afirmaram que a União Europeia (UE) nunca apresentou propostas concretas para uma resolução pacífica do conflito na Ucrânia. Moscou também criticou o empréstimo de €90 bilhões aprovado pelo bloco europeu para fortalecer as forças ucranianas, alegando que o custo recairá sobre os cidadãos europeus e que a Rússia não aceitará arcar com a dívida.
Críticas russas às sanções e ao financiamento europeu
O embaixador geral do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Rodion Miroshnik, declarou em coletiva de imprensa que a UE e a Ucrânia não demonstraram disposição para negociar uma solução diplomática para o conflito. Miroshnik enfatizou que a Rússia está focada em medidas militares para proteger sua população civil e evitar crimes de guerra por parte de Kiev. "Não vemos outro meio de pressão deste lado, apenas pressão militar até que haja uma disposição consciente de sentar-se à mesa de negociações", afirmou.
Reações ao pacote financeiro da UE
O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, atacou o empréstimo de €90 bilhões aprovado pela UE para a Ucrânia, alegando que o valor será pago pelos cidadãos europeus e que não será reembolsado. "A UE finalmente está concedendo o tão esperado empréstimo ao ladrão de Kiev, e o dinheiro não precisa ser devolvido, porque, na lógica imbecil de Bruxelas, é a Rússia quem vai pagar a conta", escreveu Medvedev em sua conta no X. Segundo o Conselho da UE, o financiamento cobre o período de 2026 a 2027.