Químico Henrique Toma desenvolve técnica inovadora para separação de terras-raras na USP
O químico Henrique Eisi Toma, professor sênior da Universidade de São Paulo (USP), criou uma técnica de separação de terras-raras utilizando nanopartículas superparamagnéticas. A metodologia, denominada nano-hidrometalurgia magnética, já foi demonstrada em laboratório e promete revolucionar a extração desses elementos estratégicos. Toma, com 78 anos, continua ativo na pesquisa e na divulgação científica.
Trajetória acadêmica e contribuições
Henrique Eisi Toma, graduado e doutorado pela USP, iniciou sua carreira acadêmica há 54 anos. Após estágios de pós-doutorado nos Estados Unidos, retornou ao Brasil em 1980 e se dedicou à química bioinorgânica, evoluindo para a química supramolecular e nanotecnologia molecular. Sua rotina inclui caminhadas diárias até o Instituto de Química da USP, onde mantém suas atividades de pesquisa mesmo após a aposentadoria compulsória em 2024. Toma destaca que a liberdade de criação, sem os contratempos da vida acadêmica tradicional, impulsiona suas inovações.
Nano-hidrometalurgia magnética
A técnica desenvolvida por Toma utiliza nanopartículas superparamagnéticas para a separação de terras-raras, elementos críticos para diversas indústrias tecnológicas. O processo, já demonstrado em laboratório, envolve a adição de moléculas específicas na superfície das nanopartículas, conferindo-lhes novas funcionalidades químicas ou físicas. Essa inovação pode otimizar a extração e purificação desses minerais, reduzindo custos e impactos ambientais.
Divulgação científica
Além de suas contribuições científicas, Toma é um entusiasta da divulgação científica. Ele produziu centenas de depoimentos, reportagens e 18 livros voltados ao público geral, abordando temas como nanotecnologia e química bioinorgânica. No entanto, o pesquisador lamenta que trabalhos de divulgação não sejam devidamente valorizados no meio acadêmico, apesar de sua importância para a popularização da ciência.