Sono se torna mais superficial com envelhecimento devido a alterações cerebrais
O envelhecimento afeta a qualidade do sono, tornando-o mais superficial e fragmentado. Perda de neurônios e enfraquecimento de sistemas de vigília e sono contribuem para a dificuldade de manter um descanso profundo e contínuo, impactando a saúde geral.
Mecanismos Cerebrais da Superficialidade do Sono
À medida que o tempo avança, a capacidade de gerar um sono profundo e contínuo diminui. O cérebro envelhecido continua necessitando de descanso, mas encontra mais dificuldade em alcançá-lo. O sistema que regula o sono e a vigília perde estabilidade, mudando de estado com maior facilidade. Isso ocorre pela perda de neurônios que promovem o sono e pelo enfraquecimento daqueles que sustentam a vigília, resultando em um sono mais leve e fragmentado. O relógio biológico também envelhece, com o núcleo supraquiasmático enviando sinais menos intensos e antecipando o "fim" do dia. Consequentemente, idosos tendem a adormecer e acordar mais cedo, com o sono noturno menos consolidado e mais sensível a estímulos externos, aumentando a sonolência diurna.