Milhares protestam em Israel exigindo fim da guerra; bombardeios continuam no Líbano
Mais de 5.000 pessoas se manifestaram em Tel Aviv e centenas em outras 16 cidades de Israel, exigindo o fim da guerra regional. As manifestações ocorreram mesmo com a continuidade dos bombardeios israelenses no sul do Líbano, durante negociações entre EUA e Irã em Islamabad. A organização Standing Together criticou o governo de Benjamin Netanyahu.
Protestos em Massa e Críticas ao Governo
Em Tel Aviv, mais de 5.000 manifestantes convocados pela organização pacifista Standing Together exigiram o fim da guerra regional, neste sábado (11/04). Centenas de pessoas também protestaram em pelo menos 16 outras cidades israelenses, incluindo Jerusalém e Haifa. As manifestações representam os primeiros protestos desde a entrada em vigor do cessar-fogo com o Irã. O codiretor da Standing Together, Alon Lee Green, em Tel Aviv, denunciou o governo de Benjamin Netanyahu como um "governo da morte que está incendiando a região", afirmando que um acordo era possível desde o início. As manifestações ocorrem paralelamente à campanha de bombardeios de Israel no sul do Líbano.
Restrições e Demandas por Paz
Tribunais israelenses haviam ordenado um aumento no número permitido de participantes em marchas, após confrontos entre manifestantes e a polícia. A Suprema Corte decidiu que ultrapassar 1.000 participantes não justificava a dispersão dos protestos, que haviam sido restringidos pelo governo sob a alegação de preocupações com a segurança devido à guerra contra o Irã. Em Jerusalém, faixas expressavam "Nosso tirano é um completo perdedor", e em Haifa, cartazes em árabe e hebraico diziam "Basta". A socióloga Yael Berda declarou que a segurança verdadeira virá da igualdade e paz, não de assassinatos, e que a guerra deveria ter terminado, pois nunca deveria ter começado.