Juiz de Fora proíbe plantio e comercialização da espirradeira, uma das plantas mais tóxicas do mundo
A Prefeitura de Juiz de Fora sancionou a Lei nº 15.384/2026, que proíbe o plantio, cultivo, comercialização e doação da espirradeira (Nerium oleander) no município. A medida visa reduzir riscos à saúde pública devido à alta toxicidade da planta, que pode causar desde náuseas e arritmias até morte em casos graves. A fiscalização começará em até 90 dias, com substituição gradual por espécies seguras.
Restrições e locais proibidos
A lei proíbe a presença da espirradeira em áreas públicas e privadas com circulação de pessoas e animais, incluindo praças, parques, escolas, creches, unidades de saúde, condomínios e clubes. Propriedades privadas também serão fiscalizadas se houver risco de contato com crianças, idosos, pessoas com deficiência ou animais. Os responsáveis terão prazo para remover ou substituir as plantas após notificação.
Riscos à saúde
A espirradeira contém substâncias tóxicas como oleandrina e neriantina, que podem causar intoxicação por contato com a seiva, ingestão de partes da planta ou inalação da fumaça de sua queima. Os sintomas incluem náuseas, vômitos, arritmias cardíacas, insuficiência respiratória e, em casos graves, morte. A medida busca prevenir acidentes, especialmente em ambientes frequentados por grupos vulneráveis.
Campanhas educativas e regulamentação
A Prefeitura de Juiz de Fora anunciou que realizará campanhas educativas para alertar a população sobre os perigos da espirradeira e orientar o descarte adequado. A regulamentação da lei, incluindo critérios técnicos para fiscalização e substituição das plantas, deverá ser concluída em até 90 dias. A substituição gradual por espécies ornamentais seguras também está prevista.