Guerra com armas autônomas já é realidade e desafia convenções internacionais
A Convenção sobre Certas Armas Convencionais, fórum internacional focado em sistemas letais autônomos, discute desde 2017 os impactos de armas controladas por inteligência artificial. Especialistas alertam que a guerra com 'robôs assassinos' deixou de ser especulação e já é uma realidade, exigindo regulamentação urgente para evitar riscos éticos e humanitários.
Contexto e histórico das discussões
A Convenção sobre Certas Armas Convencionais (CCW, na sigla em inglês) é realizada duas vezes por ano na sede das Nações Unidas em Genebra. Em novembro de 2017, durante uma das sessões, especialistas como Branka Marijan participaram de debates que, até então, tratavam majoritariamente de cenários hipotéticos sobre o uso de sistemas letais autônomos em conflitos armados. Na época, a ideia de 'robôs assassinos' ainda era vista como uma possibilidade distante, mas as discussões já sinalizavam a necessidade de frameworks legais para lidar com o avanço tecnológico militar.
Realidade atual e riscos
Em 2026, a guerra com armas autônomas deixou de ser uma projeção futurista e se tornou uma realidade em diversos conflitos globais. Relatos indicam o uso crescente de drones e sistemas de IA em operações militares, levantando questões sobre responsabilidade, ética e o cumprimento das leis de guerra. A falta de regulamentação clara permite que países e grupos armados explorem essas tecnologias sem transparência, aumentando o risco de violações humanitárias e escalada de violência.