Brasileira Célia Maria Cassiano realiza suicídio assistido na Suíça após diagnóstico de doença neurodegenerativa
Célia Maria Cassiano, 67 anos, realizou suicídio assistido na Suíça na quarta-feira (15) após ser diagnosticada com uma doença neurodegenerativa. A condição compromete seus movimentos e fala, mas preserva sua consciência, levando-a a buscar uma morte digna. O procedimento, que custou cerca de R$ 65 mil, segue um protocolo rigoroso na Suíça.
O Procedimento e Seus Critérios
Na quarta-feira (15), Célia Maria Cassiano ingeriu voluntariamente uma substância prescrita por um médico na Suíça, vindo a falecer em poucos minutos. A morte foi comunicada às autoridades locais, que seguem um protocolo para verificar a legalidade do procedimento, incluindo a confirmação de consentimento livre e a documentação. O corpo foi encaminhado para perícia e cremação. O acesso ao suicídio assistido na Suíça exige o cumprimento de critérios médicos e legais rigorosos, além de um custo aproximado de 11 mil francos suíços (cerca de R$ 65 mil).
Diagnóstico e Perda de Autonomia
Célia Cassiano, mestre em Multimeios pela Unicamp e formada em Ciências Sociais, recebeu em 2025 o diagnóstico de uma doença neurodegenerativa que afeta o segundo neurônio motor. A condição deteriora progressivamente os movimentos e a fala, mantendo a consciência intacta. Ela expressou o desejo de não se tornar totalmente dependente ou "presa numa cama, ligada a aparelhos". Nos últimos meses, a perda de autonomia impactou sua rotina, necessitando de assistência para atividades básicas como ir ao banheiro. Célia declarou estar "no limite da dignidade" e decidiu "lutar pelo meu direito de ter uma morte digna."