Juiz Estende Ordem Restritiva Contra Fusão Nexstar-Tegna por Sete Dias
Um juiz federal estendeu por sete dias a ordem restritiva temporária contra a fusão Nexstar-Tegna, no valor de US$ 6,2 bilhões. A decisão, tomada na sexta-feira, 10 de abril de 2026, adia a decisão sobre uma possível liminar que bloquearia o acordo, que criaria o maior grupo de emissoras nos EUA. A fusão já havia sido aprovada pela FCC e DOJ.
Ordem Judicial e Processo Antitruste
O juiz distrital dos EUA, Troy Nunley, concedeu uma extensão de sete dias, até 17 de abril, para deliberar sobre a necessidade de uma liminar preliminar que poderia bloquear permanentemente a fusão. A ordem restritiva inicial foi imposta em 27 de março, em resposta a uma ação antitruste federal movida pela DirecTV. Um grupo de oito procuradores-gerais estaduais também entrou com um processo separado, que foi consolidado à ação principal. O grupo alega que a combinação proposta "aumentaria irreparavelmente os custos para os consumidores, reduziria a concorrência local, fecharia redações locais e aumentaria tanto a frequência quanto a duração dos 'blackouts' de equipes locais e programação de rede."
Modificações na Ordem Restritiva
Após a extensão, Nunley também modificou a ordem original para mitigar preocupações de Nexstar e Tegna sobre "danos operacionais imediatos". As modificações permitem que a Nexstar realize a gestão de caixa rotineira, transferências intercompany e atividades de serviço e pagamento de dívidas necessárias para cumprir obrigações de financiamento, incluindo refinanciamento e garantias. No entanto, a Nexstar não pode usar essas provisões como pretexto para prejudicar a viabilidade da Tegna como uma empresa em funcionamento. A ordem também autoriza ações razoáveis para manter as operações do dia a dia da Tegna, incluindo transações financeiras rotineiras.