Flotilha internacional retoma travessia rumo a Gaza após ataques e detenções ilegais por Israel
Ativistas da missão Global Sumud Flotilla retomaram a travessia rumo à Faixa de Gaza em 14 de maio de 2026, após ataques, detenções ilegais e denúncias de tortura por forças israelenses. A operação ocorre às vésperas do Dia da Nakba e reúne 54 embarcações com 500 participantes de 45 países. Semanas antes, Israel interceptou 22 embarcações e deteve 175 ativistas, incluindo o brasileiro Thiago Ávila e o coordenador Saif Abukeshek, que relataram agressões e privações durante a prisão.
Contexto e retomada da missão
A Global Sumud Flotilla retomou sua travessia rumo à Faixa de Gaza em 14 de maio de 2026, partindo do porto de Marmaris, na Turquia. A missão, composta por 54 embarcações e cerca de 500 ativistas de 45 países, ocorre um dia antes do Dia da Nakba, data que marca a expulsão e dispersão do povo palestino desde 1948. A ação busca romper o cerco israelense à Gaza e estabelecer um corredor humanitário para a região.
Intervenção israelense e denúncias de tortura
Semanas antes da retomada, forças israelenses interceptaram 22 embarcações da flotilha em águas internacionais próximas à Grécia, detendo 175 ativistas. Entre os detidos estavam o brasileiro Thiago Ávila e o coordenador palestino-espanhol Saif Abukeshek, que permaneceram presos por 10 dias em Israel. Ambos denunciaram agressões, isolamento, privação de água e tortura durante o período de detenção. Os organizadores classificaram a ação como um sequestro em águas internacionais.
Resistência e solidariedade internacional
A militante Beatriz Moreira de Oliveira, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), destacou a perseverança da missão apesar das tentativas de obstrução. Ela relacionou a ação ao conceito palestino de *sumud*, que simboliza resistência e perseverança diante da ocupação. A flotilha representa um esforço internacionalista para chamar atenção ao cerco a Gaza e à situação humanitária na região.