Thomas Bangalter do Daft Punk critica uso de IA na criação musical: 'Forma de burlar o processo criativo'
Thomas Bangalter, integrante do Daft Punk, afirmou em entrevista que o uso de inteligência artificial na composição musical é uma 'forma de burlar o processo criativo'. O músico destacou que a tecnologia prioriza o resultado final em detrimento da jornada artística, reduzindo a experimentação e a originalidade. Bangalter se junta a outros artistas que têm se posicionado contra a crescente influência da IA na indústria da música.
Posicionamento contra a IA na música
Em entrevista à presidente de artes, cultura e patrimônio da Chanel, Yana Peel, Thomas Bangalter, conhecido por seu trabalho no duo eletrônico Daft Punk, criticou duramente o uso de inteligência artificial na criação musical. Segundo Bangalter, a IA foca exclusivamente no resultado final ('output'), ignorando o processo criativo, que ele considera o aspecto mais valioso da produção artística. 'Por que eu iria querer burlar o momento pelo qual sou apaixonado?', questionou o músico, destacando que a experimentação e a intuição são essenciais para a descoberta de novos sons e estilos.
Artistas se unem contra a IA
Bangalter não está sozinho em sua crítica. Outros nomes da indústria musical, como Jack Antonoff, SZA e Billy Corgan, também se manifestaram contra o uso de IA na música. Antonoff chegou a chamar os criadores de música com IA de 'prostitutas sem deus', enquanto SZA descobriu que mais de 200 de suas faixas foram usadas para treinar softwares de IA. Em 2025, mais de 1.000 artistas, incluindo Damon Albarn, Kate Bush e Annie Lennox, lançaram o álbum silencioso 'Is This What We Want?' como forma de protesto. Segundo a plataforma Deezer, em 2026, mais de 50% dos uploads diários são gerados por IA, superando pela primeira vez a produção humana.