Gerentes assumem papel central na adoção de IA nas empresas e enfrentam pressão por resultados
Empresas como Disney e JPMorgan monitoram e incentivam o uso de inteligência artificial entre funcionários, delegando aos gerentes a responsabilidade por impulsionar a adoção. A pressão por demonstrar eficiência com IA migrou dos discursos corporativos para avaliações de desempenho individuais, aumentando a carga sobre os gestores intermediários.
Gerentes como agentes da transformação digital
Gerentes de nível intermediário estão sendo encarregados de promover a adoção de ferramentas de inteligência artificial (IA) dentro das organizações. Segundo reportagem do Business Insider, empresas como Disney e JPMorgan implementaram sistemas para rastrear o uso de IA por funcionários, com os gestores atuando como facilitadores desse processo. Eles são responsáveis por identificar baixos índices de utilização, criar painéis de acompanhamento e sugerir aplicações práticas da tecnologia no cotidiano corporativo. A pressão por resultados tangíveis dos investimentos em IA, antes restrita a comunicados da alta liderança, agora recai sobre reuniões individuais e avaliações de desempenho.
Impacto nas dinâmicas de trabalho
A tarefa de impulsionar a adoção de IA soma-se às já existentes demandas por eficiência, em um contexto de redução de quadros gerenciais — fenômeno descrito como 'Great Flattening'. Um engenheiro de software da JPMorgan relatou que, em reuniões diárias e semanais, seu gerente reforça a necessidade de utilizar ferramentas de IA disponíveis. Empresas como a Coinbase, que anunciou corte de 14% de sua equipe em maio de 2026, justificaram as demissões citando ganhos de produtividade proporcionados pela IA. Os gerentes, porém, enfrentam o desafio de equilibrar essas expectativas com a sobrecarga de funções, em um cenário onde a resistência à tecnologia pode refletir negativamente em suas próprias avaliações.