Alckmin critica defesa de ditadura; documentário expõe persistência da repressão em favelas
O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou que indivíduos que defendem ditadura não deveriam ser candidatos. Paralelamente, o documentário 'Cheiro de Diesel' estreia, denunciando violações de direitos humanos e alegando que a ditadura não cessou nas favelas, citando operações militares no Rio de Janeiro.
Declarações sobre regimes autoritários
O vice-presidente Geraldo Alckmin, em 3 de abril de 2026, afirmou que aqueles que defendem ditadura não deveriam se candidatar a cargos políticos. Em referência a um candidato ao Planalto, Alckmin questionou a legitimidade de quem não acredita na democracia e, por consequência, não deveria disputar eleições. Ele também comentou que pesquisas eleitorais refletem o momento, mas a comparação de governos e a distinção entre democracia e autoritarismo serão determinantes durante a campanha eleitoral.
Documentário expõe violações em favelas
O documentário 'Cheiro de Diesel', dirigido por Natasha Neri e Gizele Martins, estreou em 2 de abril de 2026, abordando denúncias de violações de direitos humanos e a persistência de práticas autoritárias em áreas periféricas. Gizele Martins afirmou que 'a ditadura não acabou nas favelas', referindo-se a invasões e operações das Forças Armadas em comunidades do Rio de Janeiro. O longa retrata ocupações de favelas e morros por meio de decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLOs) entre 2014-2015 e 2017-2018, incluindo a presença de tanques, revistas arbitrárias, invasões e tortura. O título 'Cheiro de Diesel' remete ao odor sentido pelos moradores da Maré durante a presença militar, conforme relatado por Vítor Santiago, que teve seu carro alvejado por um cabo do Exército e foi baleado.