EUA repatriam criança de 10 anos em disputa de custódia envolvendo identidade de gênero e viagem a Cuba
O governo dos Estados Unidos enviou um avião oficial a Cuba para repatriar uma criança de 10 anos de Utah, envolvida em uma disputa de custódia ligada à identidade de gênero. A mãe transgênero, Rose Inessa-Ethington, e sua parceira, Blue Inessa-Ethington, foram acusadas de sequestro parental internacional após levarem a criança para Cuba sem autorização da mãe biológica. Autoridades investigam alegações de que a viagem teria como objetivo uma cirurgia de transição de gênero, embora o procedimento não seja legal para menores em Cuba.
Disputa de custódia e alegações de sequestro
A criança de 10 anos foi levada para Cuba pela mãe transgênero, Rose Inessa-Ethington, e sua parceira, Blue Inessa-Ethington, sem a permissão da mãe biológica. O casal viajou inicialmente para o Canadá, alegando participar de um acampamento, mas desligou os telefones e seguiu para o México e, posteriormente, para Cuba em 1º de abril. As duas foram presas nos EUA sob acusação de sequestro parental internacional. A polícia de Logan City, em Utah, iniciou as investigações após denúncias de interferência na custódia, com alegações adicionais de que a viagem teria como objetivo uma cirurgia de redesignação sexual, embora não haja evidências concretas ou confirmação de que o procedimento seria realizado em Cuba.
Repercussão e investigação em andamento
O FBI e a polícia de Logan City conduzem as investigações, com foco inicial nas acusações de sequestro parental. As preocupações sobre a possível cirurgia de transição de gênero foram levantadas por um membro da família, mas não há provas materiais que confirmem a intenção do casal. O chefe de polícia de Logan City, Jeff Simmons, destacou que as alegações sobre a cirurgia não foram o ponto de partida da investigação, mas surgiram durante as apurações. As autoridades cubanas não se pronunciaram sobre o caso, e a legalidade de cirurgias de redesignação sexual para menores em Cuba não é reconhecida.