Escola municipal de Guareí enfrenta grave crise estrutural com água contaminada, mofo e risco de deslizamento
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apurou denúncias de problemas críticos na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) 'Sônia Maria Pinto de Barros', em Guareí (SP). Entre as irregularidades, destacam-se água contaminada para consumo, infiltrações generalizadas, mofo, fiação exposta, extintores vencidos e risco iminente de deslizamento de terra, colocando em perigo alunos e funcionários.
Irregularidades identificadas pelo MP
Uma vistoria realizada em maio de 2024 pelo Ministério Público de São Paulo revelou uma série de problemas estruturais e sanitários na Emei 'Sônia Maria Pinto de Barros'. O relatório aponta infiltrações e presença de mofo em quase todos os setores da escola, forros deteriorados, fiação exposta com ligações elétricas improvisadas e extintores de incêndio vencidos, sem alvará de funcionamento. Além disso, lavatórios sem ligação sanitária, problemas de higiene no fraldário e pisos soltos em áreas acessíveis às crianças foram registrados. A situação se agravou após as fortes chuvas de novembro de 2023, que danificaram ainda mais a estrutura do prédio.
Riscos à saúde e segurança
A diretora da unidade escolar solicitou reparos urgentes em julho de 2024, alertando para o risco de deslizamento de terra e novos casos de problemas respiratórios entre os alunos, associados à presença de mofo e à forte umidade no local. O Ministério Público instaurou um inquérito civil processual para apurar as responsabilidades da Prefeitura de Guareí, que não realizou as intervenções necessárias para garantir a segurança dos estudantes e profissionais.