PL que criminaliza críticas ao sionismo é alvo de críticas; coletivo judeu acusa deputada de mentir
O Projeto de Lei (PL) 1424/26, proposto pela deputada Tábata Amaral (PSB-SP), que visa criminalizar críticas ao sionismo, está gerando controvérsia. O coletivo Articulação Judaica de Esquerda alega que a deputada mentiu ao afirmar que o projeto foca em "políticas educacionais", e que sua real intenção é alterar a Lei do Racismo para punir críticas a Israel.
Debate sobre o PL 1424/26
A deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) divulgou um vídeo defendendo o Projeto de Lei (PL) 1424/26, que propõe criminalizar críticas ao sionismo. Amaral afirmou que o projeto "traz políticas educacionais" para "ambientes escolares e universitários", buscando "romper esse tabu". Ela defendeu que o projeto define "antissemitismo" de forma consensual, distinguindo-o de críticas ao Estado de Israel, ao governo israelense ou a crimes cometidos, que, segundo ela, são "outra coisa". A deputada considera o projeto "positivo e necessário". Em resposta, o coletivo Articulação Judaica de Esquerda refutou as declarações da deputada, classificando-as como "mentira". O coletivo argumenta que "não tem nenhum artigo que fala em educação contra o preconceito". Segundo eles, o PL 1424/26 é uma alteração na Lei do Racismo, prevendo "pena severa (12 anos de cadeia)", e que a punição seria direcionada a "críticos daquele país", e não a quem discrimina judeus. O coletivo ressalta que a lei brasileira já criminaliza o antissemitismo e que a inovação do PL, similar a propostas em outros países impulsionadas por "lobbies pró-Israel", é punir "meros críticos daquele país". A Articulação Judaica de Esquerda concluiu que o projeto é um "novo tipo de punição severa, que não existe para nenhum outro país, nem mesmo o próprio Brasil", e que foi "desenhado para incrementar o assédio judicial e a censura".