Live Nation considered liable for monopolistic practices in antitrust case
Um júri federal declarou a Live Nation Entertainment responsável por práticas monopolistas em um processo antitruste, concedendo uma vitória significativa a uma coalizão de estados. A decisão concluiu que a empresa utilizou sua dominância para sufocar a concorrência e inflacionar preços de ingressos, alavancando seu controle de anfiteatros para forçar artistas e locais a utilizarem a plataforma Ticketmaster.
Verdicto e Impacto
O veredicto, entregue após um julgamento de semanas, determinou que a Live Nation utilizou sua posição de controle para impedir a concorrência e aumentar os preços dos ingressos. Os jurados focaram em alegações de que a empresa usou seu domínio sobre anfiteatros para obrigar artistas e locais a utilizarem a plataforma Ticketmaster. O caso, originalmente iniciado em 2024 pelo Departamento de Justiça e quase 40 estados buscando a dissolução da fusão da Live Nation com a Ticketmaster, resultou em um acordo parcial do governo federal no início do julgamento. No entanto, mais de 30 estados, incluindo Califórnia, Nova York e Texas, continuaram o processo de forma independente.
Concessões e Próximos Passos
Nos termos do acordo federal, a Live Nation já havia concordado em flexibilizar certas práticas de reserva, como abrir seus locais para promotores rivais e estender a fiscalização delineada em um decreto de consentimento anterior. O Juiz Distrital dos EUA, Arun Subramanian, será responsável por determinar as penalidades, incluindo se medidas estruturais como a separação da empresa serão justificadas. Durante o julgamento, testemunhos de executivos de alto escalão, como o CEO da Live Nation Michael Rapino, foram apresentados. Evidências incluíram mensagens internas de funcionários, como uma que dizia: 'Roubando deles, às cegas, bebê, é assim que fazemos', o que Rapino repudiou. O acordo previu o fim de acordos de reserva com 13 anfiteatros e a abertura de outros para promotores concorrentes, além de um pagamento de US$ 200 milhões às partes do acordo, mas os termos foram criticados por legisladores e pelos mais de 30 outros estados que optaram por continuar a luta.