Crise de hipertensão dispara em Campinas com aumento de 134% em atendimentos de urgência
Atendimentos por crise hipertensiva em hospitais públicos da região de Campinas (SP) cresceram 134% em um ano, saltando de 2.199 no primeiro trimestre de 2024 para 5.155 no mesmo período de 2025. A hipertensão, doença silenciosa e sem sintomas na maioria dos casos, é um dos principais fatores de risco para infartos, AVCs e falência renal, causando cerca de 400 mil mortes anuais no Brasil.
Crescimento alarmante nos atendimentos
Dados obtidos via Lei de Acesso à Informação revelam que os atendimentos de urgência por crises de hipertensão em hospitais públicos da região de Campinas (SP) aumentaram 134% entre o primeiro trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025. Os números passaram de 2.199 para 5.155 casos, acendendo um alerta na semana do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, celebrado em 26 de abril. A hipertensão arterial, caracterizada pela circulação sanguínea com força acima do normal por longos períodos, pode sobrecarregar o sistema circulatório e levar a complicações graves como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e falência dos rins.
Riscos e sintomas da hipertensão
Segundo o cardiologista Roberto Abdalla Filho, a hipertensão é um dos principais fatores de risco para complicações cardiovasculares, sendo responsável por cerca de 400 mil mortes anuais no Brasil. A doença é conhecida como 'silenciosa' por não apresentar sintomas na maioria dos casos, o que dificulta o diagnóstico precoce. "Muitas vezes, o primeiro sinal é uma crise, com dor de cabeça, falta de ar ou dor no peito, que leva o paciente direto ao pronto-socorro", explica o especialista. A professora Liliane Bueno, por exemplo, teve uma crise hipertensiva em sala de aula, mesmo estando em tratamento medicamentoso.
Controle e prevenção
O controle da hipertensão exige disciplina e mudanças no estilo de vida. O aposentado Renato Arruda, diagnosticado há 20 anos, segue uma rotina rigorosa com o uso diário de dois medicamentos e uma alimentação com baixo teor de sal. "Depois que o médico disse que eu era hipertenso e precisava tomar o remédio todo dia, eu segui isso à risca. Conheço pessoas que só tomam quando a pressão está alta, mas isso é descuido", alerta. Especialistas reforçam a importância do acompanhamento médico regular e da adesão ao tratamento para evitar crises e complicações graves.