Surto de ebola na República Democrática do Congo atinge 1,9 mil mortes e 4 mil casos confirmados
O governo da República Democrática do Congo confirmou mais de 1.900 mortes e 4 mil casos acumulados de ebola desde maio de 2026. A província de Ituri é o epicentro da crise, com uma taxa de letalidade de 45%. A cepa Bundibugyo, sem vacina ou tratamento, agrava a situação, considerada uma das mais graves da história recente do continente.
Epicentro e resposta das autoridades
A província de Ituri concentra mais da metade das infecções relatadas no país. Equipes médicas realizam rastreamento de contatos e isolamento de pacientes, mas enfrentam desafios devido à precariedade das infraestruturas de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a cepa Bundibugyo é extremamente agressiva e não possui tratamento ou vacina autorizada, o que aumenta a velocidade de transmissão e a gravidade do surto.
Denúncias e mobilização social
Setores sociais e instituições populares denunciam a falta de infraestrutura adequada e o histórico de saque de recursos como obstáculos para uma resposta eficaz. Há demanda por suprimentos médicos urgentes e ajuda humanitária sem condicionantes geopolíticas. A saturação dos centros de saúde afeta principalmente famílias trabalhadoras, que carecem de acesso a água potável e saneamento básico. Organizações comunitárias intensificam ações para disseminar protocolos de biossegurança e coordenar o controle epidemiológico.