Influenciador é investigado por criar deepfakes sexualizados de jovens evangélicas em São Paulo
A Polícia Civil de São Paulo investiga o influenciador Jefferson de Souza por usar inteligência artificial para manipular imagens de jovens evangélicas e inseri-las em conteúdos sexualizados. As vítimas, frequentadoras da Congregação Cristã do Brasil (CCB), tiveram fotos usadas sem autorização em vídeos compartilhados no YouTube e outras plataformas. Uma denúncia de uma adolescente de 16 anos deu início ao inquérito em fevereiro de 2026.
Denúncia e investigação
O caso veio à tona após uma denúncia feita por uma adolescente de 16 anos, frequentadora da Congregação Cristã do Brasil (CCB), que teve sua imagem manipulada e inserida em um conteúdo sexualizado. O inquérito foi aberto em fevereiro de 2026, e a investigação aponta que outras jovens também foram vítimas do mesmo esquema. O influenciador Jefferson de Souza é acusado de simular cenas de sexo ou pornografia envolvendo menores de 18 anos, além de difamação. Segundo relatos, as imagens manipuladas eram divulgadas em perfis do acusado em diversas plataformas digitais.
Defesa do acusado
Em nota enviada à reportagem, a defesa de Jefferson de Souza, representada pelo advogado Aguinaldo Aparecido Ereno, admitiu o uso de ferramentas de inteligência artificial, mas negou qualquer intenção de promover exploração sexual, pornografia ou atentar contra a dignidade das vítimas. "Em nenhum momento houve a intenção de promover exploração sexual, pornografia ou qualquer ato que atentasse contra a dignidade sexual das pessoas mencionadas", afirmou o texto.
Conteúdos manipulados
Entre os materiais investigados, está um vídeo que utiliza a imagem de uma jovem da CCB, manipulada para parecer que ela estava sensualizando dentro de um templo religioso. Outro conteúdo inclui uma montagem com uma foto da adolescente que fez a denúncia, tirada em frente ao altar da igreja no Brás, em São Paulo. O influenciador também inseriu imagens do apresentador Sílvio Santos e de uma mulher desconhecida em minissaia, além de críticas depreciativas às roupas das vítimas. Em alguns vídeos, Jefferson de Souza chegou a usar trechos de programas do apresentador Ratinho para reforçar suas críticas.