Ministério Público pede interdição de delegacia em Cravinhos (SP) por condições precárias e risco estrutural
O Ministério Público de São Paulo solicitou a interdição imediata da Delegacia da Polícia Civil em Cravinhos, alegando condições insalubres e risco à segurança dos servidores e da população. O prédio, que já foi uma cadeia pública na década de 1940, apresenta problemas como janelas sem vidro, bancos quebrados, fiação exposta, mofo nas paredes e infiltrações. Uma servidora grávida trabalha em condições inadequadas, e o local acumula materiais em celas que viraram depósitos.
Condições insalubres e risco iminente
A Delegacia da Polícia Civil de Cravinhos, localizada a 24 quilômetros de Ribeirão Preto (SP), enfrenta uma situação crítica de infraestrutura. Segundo o Ministério Público, o prédio apresenta janelas sem vidro, bancos quebrados, fiação e tijolos expostos, além de um porão abandonado e acúmulo de materiais. A Vigilância Sanitária, após inspeção realizada em 22 de maio de 2026, constatou que o ambiente é insalubre e inadequado para o funcionamento de uma unidade policial. O promotor Marco Antônio Custódio afirmou que "o prédio não tem a menor condição de funcionar", destacando a presença de mofo generalizado, ar-condicionado quebrado e forro com risco de desabamento.
Servidores e população em risco
Os servidores da delegacia trabalham em condições precárias, com computadores cobertos por capas para evitar danos causados pela chuva e lonas improvisadas para conter infiltrações. Uma servidora grávida atua em um ambiente com pouca iluminação e ventilação, expondo-se a riscos à saúde. O promotor Custódio ressaltou que "os servidores estão numa situação caótica e ainda têm que prestar um atendimento à população". A Secretaria de Segurança Pública (SSP) foi procurada anteriormente pela reportagem da EPTV, mas não apresentou soluções para a revitalização do prédio.