Diocese de Jundiaí excomunga padre por adesão a grupo ultraconservador rompido pelo Vaticano
A Diocese de Jundiaí (SP) anunciou a excomunhão do padre Rodrigo de Oliveira Silva após sua adesão à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, grupo ultraconservador rompido oficialmente pelo Vaticano em julho de 2026. A punição impede o religioso de receber sacramentos e participar de ritos sagrados, além de invalidar seus atos ministeriais, como absolvições e casamentos.
Detalhes da excomunhão e motivos
O padre Rodrigo de Oliveira Silva foi excomungado pela Diocese de Jundiaí (SP) após a Igreja Católica constatar sua adesão à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, uma comunidade ultraconservadora que teve seu rompimento oficializado pelo Vaticano em julho de 2026. Em nota, o bispo diocesano Dom Arnaldo Carvalheiro Neto declarou que o religioso está em situação de cisma e excomunhão, o que torna seus atos ministeriais, como absolvições e casamentos, inválidos e nulos. A excomunhão é a punição mais grave da Igreja Católica, proibindo o indivíduo de receber sacramentos e participar ativamente dos ritos sagrados.
Trajetória do padre e ações recentes
Rodrigo de Oliveira Silva atuava como pároco na Paróquia Santo Antônio, em Jundiaí. Natural de Cajamar (SP), ele se formou em filosofia e teologia pelo Seminário Diocesano de Jundiaí em 2009 e foi ordenado padre em 2011. Após cinco anos de atuação em Goianésia do Pará (PA), solicitou desligamento da diocese em fevereiro de 2026. Desde então, lançou uma campanha online para arrecadar fundos e abrir uma igreja própria, acumulando mais de R$ 70 mil em doações até agosto de 2026.