Falha no Copilot permite roubo de dados e manipulação de memória
Pesquisadores do Varonis Threat Labs identificaram a falha 'CoSnitch' no Copilot da Microsoft, que permitia o roubo silencioso de dados de contas conectadas (como Gmail e Google Drive) e a manipulação da memória da IA através de um único link malicioso. A vulnerabilidade foi explorada via 'meta-hacking', onde técnicas de engenharia social forçaram o sistema a revelar comandos internos desativados. Uma correção oficial já foi disponibilizada para a versão web.
O que é a falha CoSnitch?
A falha permitia que o Copilot executasse comandos em segundo plano sem a necessidade de interação do usuário (como pressionar 'Enter'). Através de um link malicioso, o assistente poderia acessar senhas em texto simples, agendas e documentos de usuários que mantivessem o navegador conectado ao serviço.
Injeção Indireta e Memória
Além do roubo de dados, a brecha permitia a 'injeção indireta', onde instruções ocultas em código HTML poderiam reescrever a memória persistente da IA. Isso faria com que o comportamento do chatbot fosse alterado permanentemente, permanecendo assim até que o usuário apagasse manualmente as configurações de memória.