STF avalia prisões preventivas de ex-presidente do BRB e advogado em esquema milionário de corrupção e lavagem de dinheiro
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa nesta quarta-feira (22) a decisão que determinou a prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa, e do advogado Daniel Monteiro, investigados por crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A operação Compliance Zero, deflagrada em 16 de abril, cumpriu mandados no Distrito Federal e em São Paulo, com foco em irregularidades envolvendo o BRB e o Banco Master.
Detalhes da operação e acusações
A Polícia Federal informou que a investigação aponta para um esquema envolvendo crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, enquanto Daniel Monteiro, advogado do Banco Master, é acusado de administrar fundos usados para dificultar a rastreabilidade de movimentações ilícitas. A operação também cumpriu mandados de busca e apreensão nas duas unidades da Federação.
Defesas dos investigados
A defesa de Paulo Henrique Costa argumentou que a prisão preventiva era desnecessária, destacando que ele colaborou com as investigações desde a primeira fase da operação Compliance Zero e antecipou seu retorno dos Estados Unidos para prestar esclarecimentos. Já a defesa de Daniel Monteiro afirmou que ele foi surpreendido pela decisão e que sua atuação sempre foi técnica, sem envolvimento em irregularidades.