EUA buscam formar coalizão internacional para garantir liberdade de navegação no Estreito de Ormuz
O governo dos Estados Unidos, sob a administração Trump, aprovou a criação do Mecanismo de Liberdade Marítima (MFC) para restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. A iniciativa, coordenada pelo Departamento de Estado e pelo Pentágono, visa proteger infraestruturas marítimas críticas e garantir a segurança energética global. Países adversários, como Rússia, China e Irã, foram excluídos da proposta.
Detalhes da iniciativa
O Mecanismo de Liberdade Marítima (MFC) foi aprovado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em 28 de abril de 2026. Segundo um telegrama do Departamento de Estado, o MFC é descrito como um 'primeiro passo crítico' para estabelecer uma arquitetura de segurança marítima no Oriente Médio. O objetivo é assegurar a segurança energética de longo prazo, proteger infraestruturas marítimas e manter os direitos de navegação em rotas vitais. O Departamento de Estado atuará como centro diplomático entre países parceiros e a indústria de navegação, enquanto o Pentágono, por meio do Centcom, coordenará o tráfego marítimo em tempo real e se comunicará diretamente com embarcações no Estreito de Ormuz.
Exclusão de adversários e próximos passos
A proposta do MFC exclui explicitamente países como Rússia, China, Belarus, Cuba e outros adversários dos EUA. As embaixadas norte-americanas foram instruídas a apresentar a proposta verbalmente aos 'países parceiros' até 1º de maio de 2026. A participação na coalizão pode ocorrer por meio de diplomacia, compartilhamento de informações, aplicação de sanções, presença naval ou outras formas de apoio. O documento do Departamento de Estado enfatiza que o MFC é distinto da campanha de 'Pressão Máxima' do presidente Trump e das negociações em andamento com o Irã.