Júri absolve padrasto acusado pela morte da bebê Emanuelly em Goiás após três anos de prisão
O Tribunal do Júri de Mineiros (GO) absolveu por unanimidade Gabriel Álvaro Felizardo Silva, padrasto da bebê Emanuelly Garcia Rodrigues, de 1 ano, acusada de ser vítima de agressões fatais em 2019. A decisão, publicada em 29 de abril de 2026, transitou em julgado após defesa e Ministério Público renunciarem a recursos. Gabriel permaneceu preso por cerca de três anos antes de responder ao processo em liberdade.
Decisão unânime e trânsito em julgado
Os sete jurados do Tribunal do Júri de Mineiros (GO) absolveram Gabriel Álvaro Felizardo Silva da acusação de homicídio pela morte da enteada, Emanuelly Garcia Rodrigues, de 1 ano. A decisão foi unânime e publicada na quarta-feira (29). Como a defesa e o Ministério Público abriram mão de recorrer, a sentença transitou em julgado, tornando-se definitiva e impossível de ser modificada. Gabriel ficou preso por aproximadamente três anos até obter o direito de responder ao processo em liberdade.
Defesa alega falta de provas e injustiça
O advogado de defesa, Django Luz, afirmou que a inocência de Gabriel já era evidente desde o início das investigações. Segundo ele, o relatório final da Polícia Civil não indiciou o acusado pelo crime de homicídio. "O delegado que concluiu a investigação sequer indiciou o Gabriel pelo crime de homicídio. Já tinha ficado claro que ele não tinha participação", declarou Luz. O Ministério Público, no entanto, apresentou denúncia sustentando que Gabriel teria sido omisso, alegação que a defesa classificou como "punitivista" e sem provas concretas.
Impactos do processo na vida do acusado
Além da privação de liberdade, o advogado destacou os prejuízos sofridos por Gabriel ao longo do processo. "Ele não perdeu só a liberdade. Perdeu a dignidade, a convivência com a família, a faculdade que tinha iniciado. Até hoje sofre prejuízos porque as pessoas lembram da acusação e não do desfecho", afirmou Django Luz. O caso ocorreu em Santa Rita do Araguaia (GO), em 2019, e a bebê Emanuelly morreu após ser internada com sinais de agressões.