Brokeback Mountain: A Obra que Movimentou o Público e Acelerou a Aceitação de Direitos LGBTQIA+
Lançado em 2005, 'Brokeback Mountain' tornou-se um fenômeno cultural, impactando a sociedade e antecipando a aceitação de direitos, incluindo o casamento igualitário. A adaptação do conto de Annie Proulx foi um feito notável para o roteirista Larry McMurtry, que destacou a importância da boa escrita em Hollywood.
A Força da Escrita e o Impacto Cultural
O filme 'Brokeback Mountain', lançado no final de 2005, alcançou um status raro: uma obra de arte que emocionou um público considerável e se transformou em um fenômeno cultural. A produção foi comparada a um achado de petróleo, com o potencial de ter antecipado e acelerado a aceitação social dos direitos LGBTQIA+, incluindo o direito ao casamento. Em Hollywood, onde as palavras são vistas como uma mercadoria barata e os roteiristas historicamente recebem pouca consideração, Larry McMurtry, que viria a ganhar o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado ao lado de Diana Ossana, demonstrou resiliência. Ele afirmou que a escrita é a única arma que os roteiristas possuem. "Good writing."
O Conto Original de Annie Proulx
'Brokeback Mountain' teve sua origem como um conto de 10.000 palavras publicado na edição de 13 de outubro de 1997 da The New Yorker. A história narra o encontro de dois jovens de classe baixa, Ennis del Mar e Jack Twist, que se sentem compelidos a trabalhar como pastores de ovelhas em uma montanha fictícia no noroeste de Wyoming durante o verão de 1963. Ali, contra a própria vontade, eles desenvolvem um desejo mútuo avassalador. O conto explora a negação e o conflito interno dos personagens, com Ennis afirmando "I’m not no queer" e Jack respondendo "Me neither. A one-shot thing. Nobody’s business but ours." A narrativa segue os caminhos separados dos dois homens, seus casamentos, filhos e reencontros esporádicos. A obra de Proulx é marcada por um estilo distinto, descrito como staccato, visual e peculiar.