Ransomware Medusa atinge mais de 500 organizações de infraestrutura crítica
O grupo cibercriminoso por trás do ransomware Medusa atingiu mais de 500 organizações de infraestrutura crítica até abril de 2026, abrangendo setores como saúde, educação, tecnologia e manufatura. O grupo utiliza o modelo de 'ransomware como serviço' (RaaS) e adota a estratégia de dupla extorsão, bloqueando sistemas e roubando dados para chantagem. Autoridades dos EUA, incluindo o FBI e a CISA, alertam que os criminosos exploram vulnerabilidades rapidamente e utilizam ferramentas legítimas para mascarar invasões, recomendando que as empresas não paguem resgates e mantenham backups offline.
Expansão e Metodologia
O grupo Medusa, identificado inicialmente em 2021, expandiu suas operações em 2023 ao adotar o modelo de franquia (RaaS), permitindo que parceiros executem ataques em troca de parte dos resgates. Os criminosos são descritos como oportunistas, atacando sistemas desatualizados e utilizando técnicas de phishing para obter acesso inicial. Uma vez dentro da rede, eles desativam antivírus e roubam credenciais para transitar livremente pela infraestrutura interna.
Estratégia de Extorsão
O grupo utiliza a dupla extorsão: além de criptografar arquivos com a extensão '.medusa', eles roubam dados estratégicos para ameaçar a diretoria. O processo de cobrança envolve prazos curtos e canais de comunicação criptografados. Em alguns casos, as vítimas foram contatadas por múltiplos membros do grupo após o pagamento, sugerindo falta de coesão interna ou esquemas de tripla extorsão.