CFM proíbe uso de PMMA para fins estéticos no Brasil após morte em clínica de São Paulo
O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu, a partir de 2 de junho de 2026, o uso do PMMA (polimetilmetacrilato) como substância preenchedora para fins estéticos ou reparadores no Brasil. A decisão ocorre após a morte de uma mulher de 48 anos em São Paulo, que passou mal durante procedimento com a substância. A única exceção permitida é para tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/aids, realizado em unidades de alta complexidade do SUS.
Detalhes da proibição e exceções
A resolução do CFM entra em vigor na próxima terça-feira (2) e veda o uso do PMMA em procedimentos estéticos ou reparadores. A única exceção é para pacientes com HIV/aids que sofrem de lipodistrofia, condição que causa perda de gordura em áreas específicas do corpo. Nestes casos, o tratamento deve ser realizado em unidades de alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e com autorização prévia. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já permitia o uso do PMMA apenas para médicos e dentistas em duas situações: preenchimento facial e corporal e correção de deformidades faciais pós-tratamento de HIV.
Caso que motivou a decisão
A proibição foi motivada pela morte de Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, na manhã de 26 de maio. Ela passou mal durante um procedimento estético com aplicação de PMMA nos glúteos e na parte posterior das coxas em uma clínica de São Paulo. Segundo depoimento da filha à Polícia Civil, Roseli apresentou sintomas como dores intensas, mal-estar, taquicardia e dificuldade respiratória. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) também se posicionou favoravelmente à proibição, lamentando a morte e reafirmando sua oposição ao uso do PMMA para fins estéticos e cosmiátricos.