Filme 'Life at Sandy’s' estreia no Popcorn Frights com atmosfera de terror psicológico e homenagem aos sitcoms dos anos 90
O filme de estreia da diretora Aleksandra Hansen, 'Life at Sandy’s', foi exibido no festival Popcorn Frights e recebeu elogios por sua abordagem experimental e perturbadora. A obra explora temas como luto, isolamento e a influência da mídia na psique humana, com referências claras a clássicos do terror psicológico e aos sitcoms dos anos 90.
Enredo e atmosfera
O filme acompanha Evelyn (interpretada por Heather Cunningham), uma mulher enlutada e isolada na Noruega após a morte de sua mãe. Sem emprego e sem dominar o idioma local, Evelyn encontra refúgio em um sitcom estranhamente familiar chamado 'Life at Sandy’s', que é exibido a qualquer hora do dia. A série, com sua estética inspirada nos sitcoms dos anos 90, apresenta um elenco carismático e uma trilha de risadas enlatadas, mas carrega uma atmosfera perturbadora e uncanny, remetendo a influências de David Lynch e Akira Kurosawa. A diretora Aleksandra Hansen opta por não explicar completamente o funcionamento do programa, reforçando a sensação de desconforto e mistério.
Influências e estilo
Hansen constrói 'Life at Sandy’s' como um exercício de proximidade e caracterização, com duração de aproximadamente 75 minutos. A obra evoca episódios de 'The Twilight Zone' e 'American Dad', especialmente um episódio em que o patriarca Stan é sugado para dentro de uma televisão dos anos 60. O filme captura a essência dos sitcoms clássicos, como 'Friends', mas com uma camada de estranheza que o torna único. A normalidade aparente do programa contrasta com elementos perturbadores, criando uma experiência que oscila entre o familiar e o sinistro.