Brasil enfrenta risco iminente de reintrodução do sarampo às vésperas da Copa do Mundo 2026
O Brasil, recém-declarado livre do sarampo pela OMS em 2024, registra três casos confirmados e 468 suspeitas em 2026. Com a Copa do Mundo se aproximando, o Ministério da Saúde alerta para o risco de reintrodução da doença devido ao aumento de casos nos países-sede (EUA, Canadá e México), que concentraram 67% das infecções nas Américas em 2025. A cobertura vacinal no Brasil está abaixo da meta, com 92,66% para a primeira dose e apenas 78,02% para o reforço.
Casos e alerta epidemiológico
O Brasil confirmou três casos de sarampo em 2026 e investiga 468 suspeitas, segundo dados do Ministério da Saúde. A doença, declarada eliminada no país pela OMS em 2024, voltou a preocupar autoridades após um surto em 2019, que registrou mais de 21,7 mil casos em 12 meses. O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, emitiu nota técnica classificando o risco de reintrodução como 'iminente'. A empresária Thereza Lopes, diagnosticada com sarampo aos 4 anos, descreveu os sintomas como 'horrorosos', incluindo febre alta, dor no corpo e fotofobia.
Risco para turistas e cobertura vacinal insuficiente
Os países-sede da Copa do Mundo 2026 — Estados Unidos, Canadá e México — foram responsáveis por 67% dos casos de sarampo nas Américas em 2025, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O infectologista Alberto Chebabo, da UFRJ, alerta que mesmo países com cobertura vacinal adequada, como o Brasil, estão sob risco de 'respingos' da doença. A cobertura vacinal brasileira em 2025 ficou em 92,66% para a primeira dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e apenas 78,02% para o reforço, abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
Prevenção e recomendações
A vacinação é a principal medida de prevenção contra o sarampo. O Ministério da Saúde recomenda duas doses da vacina tríplice viral para crianças a partir de 12 meses e adultos não imunizados. Pessoas que planejam viajar para a Copa do Mundo devem verificar seu cartão de vacinação e atualizar a imunização com antecedência. A OPAS reforça que a doença é altamente contagiosa e pode causar complicações graves, como pneumonia e encefalite, especialmente em crianças menores de 5 anos e adultos não vacinados.