Mark Cuban defende que médicos devem ensinar pacientes a usar IA no tratamento
O bilionário e empresário Mark Cuban afirmou em redes sociais que, embora a inteligência artificial não possa substituir a empatia, o julgamento e a observação em tempo real dos médicos, ela pode e deve ser integrada ao setor de saúde. Cuban argumentou que a IA pode assumir tarefas administrativas complexas (o que ele chamou de 'bullshit administrivia') e que médicos em clínicas particulares poderiam ajudar pacientes a configurar ferramentas como ChatGPT, Claude, Gemini e Grok com instruções personalizadas. O objetivo seria permitir que o médico interaja com o paciente e com os dados gerados pela IA, otimizando o cuidado médico e reduzindo a carga de trabalho administrativa dos profissionais de saúde.
IA como ferramenta de suporte
Mark Cuban enfatizou que a IA não substitui a capacidade humana de reagir a mudanças súbitas no estado de um paciente, como a necessidade de realizar uma manobra de RCP. No entanto, ele previu que a tecnologia substituirá muitas tarefas rotineiras dos médicos, permitindo que os profissionais se concentrem no atendimento direto. Ele também destacou que radiologistas não serão substituídos, mas que todos passarão a utilizar IA como uma ferramenta de suporte essencial.
Personalização do tratamento
A proposta de Cuban envolve médicos ajudando pacientes a configurar modelos de linguagem (LLMs) com prompts e habilidades específicas. Isso permitiria que o paciente utilizasse a IA para monitorar condições de saúde e compartilhasse os resultados com o médico, criando um ecossistema onde a tecnologia serve como ponte entre o paciente e o profissional de saúde.