Maior chacina do DF: réus são condenados a penas que somam mais de 1,2 mil anos de prisão
Cinco réus foram condenados pelo Tribunal do Júri do Distrito Federal pela chacina que resultou na morte de 10 pessoas de uma mesma família entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023. Gideon Batista de Menezes, apontado como líder do grupo, recebeu a pena mais alta: 397 anos, 8 meses e 4 dias. Carlos Henrique Alves da Silva, único absolvido de homicídio, deve ser solto após cumprir pena de 2 anos por sequestro.
Penas e condenações
O julgamento, que durou seis dias, resultou na condenação de todos os cinco réus acusados pela maior chacina da história do Distrito Federal. As penas foram definidas individualmente, conforme a participação de cada acusado nos crimes, que incluíram homicídios qualificados, extorsão mediante sequestro, ocultação de cadáver, roubo, associação criminosa e corrupção de menores. Gideon Batista de Menezes, de 58 anos, apontado pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) como líder do grupo, foi condenado a 397 anos, 8 meses e 4 dias de prisão, além de 1 ano e 5 meses de detenção e 716 dias-multa. O regime inicial de cumprimento da pena é o fechado. Horácio Carlos Ferreira Barbosa e Carlomam dos Santos Nogueira também receberam penas superiores a 300 anos. Horácio foi condenado a 300 anos, 6 meses e 2 dias de reclusão, além de 1 ano de detenção e 407 dias-multa. Carlomam teve a pena fixada em 351 anos, 1 mês e 4 dias de reclusão, além de 11 meses de detenção e 716 dias-multa. Ambos iniciarão o cumprimento das penas em regime fechado. Fabrício Silva Canhedo foi condenado a 202 anos, 6 meses e 28 dias de reclusão, além de 1 ano de detenção, por crimes como extorsão mediante sequestro e associação criminosa, mas não foi responsabilizado diretamente pelas mortes. Ele foi absolvido das acusações de destruição de cadáver e corrupção de menores. Carlos Henrique Alves da Silva, de 30 anos, foi o único réu a não ser condenado por homicídio. Ele recebeu pena de 2 anos de prisão pelo crime de sequestro de Thiago Belchior, uma das vítimas. Como já cumpriu mais tempo do que a pena fixada desde sua prisão em janeiro de 2023, o juiz determinou a revogação da prisão preventiva, o que deve resultar em sua soltura após os trâmites legais.
Contexto dos crimes
Os crimes ocorreram entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023 e ficaram conhecidos como a maior chacina da história do Distrito Federal. Segundo a denúncia do MPDFT, o grupo atuou de forma organizada, com divisão de tarefas, para tomar posse de uma chácara no DF onde parte das vítimas morava. Dez pessoas de uma mesma família foram mortas durante os ataques. Durante o interrogatório, Carlos Henrique Alves da Silva afirmou que não participou das mortes e que sua atuação se limitou a um roubo. Segundo ele, a proposta do grupo era abordar Thiago Belchior para roubar seu celular e acessar aplicativos bancários. O júri, no entanto, o absolveu da acusação de homicídio, condenando-o apenas pelo sequestro.