Petro propõe mesa de diálogo com Equador para resolver conflitos fronteiriços e comerciais
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, convidou o presidente do Equador, Daniel Noboa, para uma reunião na região fronteiriça entre os dois países. O objetivo é iniciar uma mesa de diálogo para resolver a escalada de tensões, incluindo acusações de incursões guerrilheiras e uma guerra tarifária que atingiu 100% sobre produtos colombianos. Noboa acusou Petro de promover ações de grupos armados, enquanto Petro rebateu as alegações como 'mentiras'.
Contexto da proposta e acusações mútuas
Em mensagem divulgada em 29 de abril de 2026, Gustavo Petro propôs um encontro com Daniel Noboa em uma região próxima à fronteira entre Colômbia e Equador. Petro sugeriu a criação de uma mesa de diálogo para resolver os conflitos recentes, que incluem acusações de supostas incursões de grupos guerrilheiros no território equatoriano. Noboa havia afirmado anteriormente que teria sido informado sobre essas incursões por 'diversas fontes', sem detalhar quais. Petro, em resposta, classificou as alegações como 'mentiras' e reforçou o convite para o diálogo.
Guerra tarifária e mecanismos de resolução
A tensão entre os dois países se intensificou após o Equador impor tarifas de 30% sobre produtos colombianos em fevereiro de 2026, sob a justificativa de que a Colômbia não estaria combatendo o narcotráfico de forma eficaz. As tarifas foram elevadas para 50% em março e atingiram 100% em meados de abril. A Colômbia respondeu inicialmente com tarifas recíprocas, mas, diante do aumento para 100%, acionou mecanismos internacionais de resolução de disputas. Petro também acusou o governo equatoriano de conspirar com a direita colombiana para apoiá-la politicamente.