Falsos médicos são presos em São Paulo após denúncia anônima; nove mortes sob investigação
Polícia Civil de São Paulo prendeu dois falsos médicos que atuavam em hospital da Zona Leste da capital. Marcos Phelipe de Barros e Mayke César Silva, que se apresentavam como Nicolas Joseph Della Matta e Mike José do Nascimento Florentino, respectivamente, são acusados de falsidade ideológica, exercício ilegal da medicina e homicídio com dolo eventual. Cerca de 2 mil pacientes foram atendidos pelos suspeitos, com pelo menos nove mortes sob investigação.
Atuação dos falsos médicos
Os acusados trabalhavam no Hospital Jardim Helena, na Zona Leste de São Paulo. Marcos Phelipe de Barros, que é instrumentador cirúrgico, atuava no pronto-socorro, enquanto Mayke César Silva, biomédico, atendia no pronto-socorro e na pediatria. Segundo relatos de ex-funcionários, pacientes mais críticos eram encaminhados para a UTI para evitar atendimento pelos falsos médicos. A investigação começou após uma denúncia anônima que apontou irregularidades no quadro médico do hospital.
Investigação e crimes
A Polícia Civil identificou que os acusados obtiveram cópias físicas de documentos reais, como certificado de registro médico e diplomas universitários, para atuar no hospital. Ao todo, cerca de 9 mil atendimentos foram realizados pelos falsos médicos, envolvendo aproximadamente 2 mil pacientes. Nove mortes estão sob suspeita de estarem ligadas aos atendimentos irregulares. Os crimes listados na investigação incluem falsidade ideológica, exercício ilegal da medicina e homicídio com dolo eventual.
Reações dos familiares
Familiares das vítimas expressaram indignação e tristeza. Um filho de um paciente que morreu após ser atendido pelos falsos médicos declarou: 'Não era a hora do meu pai'. Os parentes relataram que os suspeitos demonstravam imaturidade profissional e pessoal, o que pode ter contribuído para os desfechos trágicos.