FBI e empresas de tecnologia desmantelam botnet NetNut com 2 milhões de dispositivos infectados
Autoridades dos EUA, em parceria com empresas como Google e Lumen, desativaram a NetNut, uma das maiores redes de proxies residenciais do mundo. A estrutura, usada por cibercriminosos para atividades ilícitas, operava como uma botnet com mais de 2 milhões de aparelhos conectados sem o conhecimento dos usuários. A investigação revelou ligações com malwares como Mirai e BadBox 2.0.
Operação conjunta e descobertas
Uma ação coordenada entre o FBI, Google, Lumen e Shadowserver resultou na desativação da NetNut, uma rede proxy residencial que funcionava como uma botnet com mais de 2 milhões de dispositivos infectados. A estrutura era alugada por criminosos para realizar ataques cibernéticos e espionagem, ocultando suas atividades por meio de endereços residenciais. A investigação identificou conexões com famílias de botnets como BadBox 2.0 e variantes do malware Mirai, conhecido por transformar dispositivos domésticos em armas de ataque.
Riscos e impacto da rede
Proxies residenciais como a NetNut permitem que o tráfego de internet de criminosos pareça originar de dispositivos comuns, dificultando a identificação de atividades ilícitas. Em apenas uma semana de junho de 2026, o Google Threat Intelligence Group (GTIG) registrou 316 grupos distintos de ameaças utilizando a rede, incluindo cibercriminosos e agentes de espionagem. Autoridades alertam que estruturas desse tipo tendem a se reorganizar rapidamente, exigindo monitoramento contínuo.