E.W. Scripps demite 12% da força de trabalho e se torna empresa de jornalismo impulsionada por IA
A E.W. Scripps anunciou a demissão de 432 funcionários e o cancelamento de 126 vagas abertas em 2026, representando 12% de sua força de trabalho. A empresa busca se transformar em uma 'empresa de jornalismo de radiodifusão impulsionada por IA', com foco em automação, tecnologia e centralização de funções. A reestruturação visa economizar US$ 100 milhões anualmente e aumentar o EBITDA em até US$ 150 milhões até 2028.
Reestruturação e impacto no quadro de funcionários
A E.W. Scripps eliminou 432 posições e 126 vagas abertas desde o início de 2026, totalizando 12% de sua força de trabalho. As demissões afetaram principalmente funcionários de estações locais de televisão. O CEO Adam Symson descreveu as mudanças como uma 'revolução' na produção de notícias locais, com ênfase na adoção de inteligência artificial, automação e centralização de funções. Symson afirmou que a empresa está migrando para um modelo de notícias 24 horas via streaming, visando se tornar uma 'empresa de jornalismo de radiodifusão impulsionada por tecnologia e IA'.
Objetivos financeiros e reação do mercado
A reestruturação da Scripps tem como meta gerar uma economia anualizada de US$ 100 milhões e aumentar o EBITDA (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) em US$ 125 milhões a US$ 150 milhões até 2028. Apesar de registrar uma queda de 9% na receita do segundo trimestre de 2026, com US$ 490,4 milhões, e um prejuízo líquido de 34 centavos por ação, as ações da empresa subiram mais de 20% após o anúncio das medidas de corte de custos. Symson destacou que as mudanças são 'financeiramente necessárias' para a sustentabilidade da empresa, embora tenha reconhecido o impacto doloroso das demissões.