Novo spyware Morpheus para Android usa engenharia social para roubar dados e acessar WhatsApp
Pesquisadores identificaram um vírus chamado Morpheus, que se disfarça de aplicativo de atualização do sistema Android para infectar dispositivos e coletar dados sensíveis. O malware, considerado de 'baixo custo', explora recursos de acessibilidade e induz vítimas a conceder acesso ao WhatsApp, permitindo monitoramento de mensagens e informações pessoais. Operadoras de telefonia estariam envolvidas na disseminação do spyware.
Método de infecção e funcionamento
O Morpheus utiliza engenharia social para enganar usuários e induzi-los a instalar o aplicativo malicioso. Segundo relatório da organização italiana Osservatorio Nessuno, o ataque começa com a interrupção intencional do acesso à internet móvel do alvo. Em seguida, a vítima recebe uma mensagem SMS solicitando a instalação de um suposto aplicativo de atualização do sistema para restaurar a conexão. Após a instalação, o malware explora recursos de acessibilidade do Android para interagir com o sistema e capturar informações sensíveis, simulando processos legítimos como atualizações e reinicializações para evitar suspeitas.
Acesso ao WhatsApp e coleta de dados
Em uma etapa avançada, o Morpheus exibe uma interface falsa do WhatsApp, solicitando autenticação biométrica do usuário. Ao conceder o acesso, a vítima permite que o vírus conecte um novo dispositivo à conta do aplicativo, possibilitando o monitoramento de mensagens e dados pessoais. O spyware é capaz de acessar informações exibidas na tela e conteúdos de outros aplicativos, coletando uma ampla gama de dados armazenados no dispositivo.
Classificação e envolvimento de operadoras
Os pesquisadores classificaram o Morpheus como uma solução de 'baixo custo', especialmente quando comparado a ferramentas de espionagem mais sofisticadas. O relatório aponta que operadoras de telefonia estariam colaborando com a disseminação do malware, interrompendo o acesso à internet dos alvos para induzir a instalação do aplicativo falso. A estratégia depende da confiança do usuário em mensagens supostamente oficiais para garantir o sucesso da infecção.