Professores bolivianos bloqueiam ponte na fronteira com o Acre em protesto por reajuste salarial
Professores bolivianos interditaram a ponte que liga o Acre à cidade de Cobija, na Bolívia, nesta terça-feira (12), em protesto por reajuste salarial e mudanças no financiamento da educação pública. O bloqueio, que começou na segunda-feira (11), compromete o trânsito na região e afeta estudantes brasileiros que cruzam a fronteira para frequentar universidades bolivianas.
Reivindicações e impacto na fronteira
O movimento, organizado pela Federação Departamental de Pando, reúne docentes de diversos municípios do departamento boliviano e integra uma mobilização nacional. As principais demandas incluem aumento salarial, atualização dos vencimentos e a revisão do modelo de financiamento da educação, além da anulação da proposta governamental conhecida como '50/50' e a saída da ministra da Educação, Beatriz García de Achá. A representante da federação, Cecilia Pamela Terrazas Merubia, afirmou que a paralisação é por tempo indeterminado e condicionada à resposta do governo boliviano. O bloqueio afeta diretamente o trânsito de pessoas e mercadorias entre os dois países, além de prejudicar estudantes acreanos que dependem da travessia para acessar o ensino superior na Bolívia.