EUA utilizam IA para acelerar ataques militares no Irã com sistema Maven Smart System
O Pentágono empregou sistemas de inteligência artificial para atingir mais de 1.000 alvos no Irã nas primeiras 24 horas de operações, dobrando a escala do ataque 'choque e pavor' no Iraque em 2003. O Maven Smart System, desenvolvido em parceria com o Google, foi fundamental para agilizar o processo de identificação e seleção de alvos, integrando análise de dados em tempo real e redução do ciclo de decisão militar.
Maven Smart System: Tecnologia por trás da escalada militar
O Maven Smart System, projeto iniciado em 2017 com participação do Google, evoluiu para uma plataforma de IA dedicada à análise de imagens e vídeos coletados por drones e satélites. Segundo fontes militares, o sistema permite que analistas humanos validem alvos em minutos, substituindo processos que antes levavam horas ou dias. A capacidade de processar grandes volumes de dados em tempo real foi crucial para a operação no Irã, onde a densidade de ataques superou qualquer confronto anterior envolvendo forças dos EUA.
Controvérsias e implicações éticas
A adoção do Maven Smart System reacendeu debates sobre o uso de IA em conflitos armados. Em 2018, funcionários do Google protestaram contra a participação da empresa no projeto, levando à não renovação do contrato. Especialistas alertam para riscos de erros de identificação e escalada não intencional, enquanto o Pentágono defende que a tecnologia reduz 'danos colaterais' ao aumentar a precisão dos ataques. Documentos vazados indicam que o sistema foi usado em operações no Iêmen e Síria antes do conflito com o Irã.