Livro 'Sold' lidera lista dos mais censurados nos EUA em 2025 e reacende debate sobre liberdade literária
O livro 'Sold', de Patricia McCormick, publicado em 2006, foi o mais censurado nos Estados Unidos em 2025. A obra, baseada em entrevistas com meninas traficadas para escravidão sexual na Índia e no Nepal, foi alvo de críticas por conter descrições de abuso sexual, erroneamente classificadas como 'pornografia' por grupos conservadores. Enquanto isso, livrarias independentes registram crescimento recorde, com 422 novas lojas abertas em 2025, um aumento de 31% em relação ao ano anterior.
Contexto e polêmica em torno de 'Sold'
Publicado em 2006, 'Sold' narra a história de Lakshmi, uma menina de 13 anos vendida para escravidão sexual na Índia. A autora, Patricia McCormick, baseou a obra em entrevistas reais com vítimas de tráfico humano. Em 2023, McCormick escreveu um artigo no *The New York Times* defendendo o livro, que, apesar de abordar temas perturbadores, é considerado uma ferramenta de conscientização. Grupos conservadores nos EUA, no entanto, classificaram passagens do livro como 'pornografia', levando à sua inclusão na lista dos mais censurados em 2025. A American Library Association (ALA) registrou um aumento de 40% nos pedidos de remoção de livros em bibliotecas públicas no último ano, com 'Sold' no topo da lista.
Crescimento das livrarias independentes
Enquanto grandes redes dominam o varejo, as livrarias independentes registraram um crescimento significativo em 2025. Segundo a American Booksellers Association (ABA), 422 novas lojas foram abertas no ano passado, um aumento de 31% em relação a 2024. O fenômeno é atribuído à busca por 'terceiros lugares' — espaços de convivência além de casa e trabalho — e ao apoio de plataformas como Bookshop.org, que direcionam vendas para pequenos negócios. O retorno do BookCon, evento voltado para fãs e influenciadores literários, também reforçou o engajamento com o público leitor, apesar de críticas por longas filas e falta de estrutura.